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Tarde Demais - Capitulo Final

Capitulo Final


-Não morreu?
Eu sorri.
-Não. Graças a Deus não.
-Onde ela está? Não está com você?
-Hoje não. Sai ontem e deixei com uma amiga.
Olhei para o Rob, e dei um selinho.
-Você não vai chorar não é?
Ele gargalhou.
-Não...a chorona é você lembra, pequena?
Me deu vontade de chorar.
-Tava com saudade de ser sua pequena...Mesmo que por pouco tempo...
-Não fala isso ta? Vamos atrás de tratamentos.
-Oh, Rob...Não adianta...
-Kristen, me deixe tentar ok? Não vou deixar te levarem de graça...
-Certo. – eu ri sem graça. Olhei para o relógio. 6 horas da manhã. Senti meu estômago roncar.
Ele riu.
-Acho que alguém está com fome.
-Sim...Com certeza.Muita fome. Mas quero te mostrar uma coisinha antes.
-O que?
-Curioso né?
-Muito.
Eu ri.
-E´só uma foto seu curioso.
Me levantei da cama e abri uma gaveta. Tirei uma foto de lá. E mostrei pro Rob.
Foto: http://demaeparamae.pt/files/DSCF1459.JPG
É a Nathalia. Nossa filha. Ela tem 10 meses. Tirei essa foto essa semana.
E essa outra quando ela nasceu : http://www.academiagb.com.br/novidades/fotos/181108_01.jpg
Rob ficou olhando as fotos concentrado.
-Oh, Kris...ela é linda. É a sua cara sabia?
Eu ri.
- Mas tem a sua boquinha.
Eu o abracei pelas costas e sussurei:
-Não chora amor...
-Eu não choro, esqueceu?
-Há..é mesmo.Você é o machão né?
-E...Quando ela chega?
-Deve estar aqui umas 8 horas. Rebecca traz sempre ela esse horário.
Comemos em silêncio. Depois começamos a falar sobre besteiras. Depois ele quis saber tudo o que tinha acontecido nesse ano que nos mantemos afastados. E teve uma hora que ficamos em silêncio.Só abraçados. O silÊncio era reconfortante naquele momento. De repente a campainha tocou.

Me desenrolei do abraço do Rob e fui abrir a porta. A Rebecca segurava a Nathalia nos braços e ela sorria.
-Nath! Olha a mamãe aqui.
Ela correu pros meus braços. Minha filha. Meu pequeno milagre.
-Obrigada Rebecca.
-De nada. Pode pedir sempre. Ela é um anjo. – Foi ai que Rebecca viu o Rob no sofá.
-Oh, meu Deus! É a cara do pai.
Eu ri.
-Verdade. A cara do pai.
Fechei a posta e olhei para o Rob. Dessa vez ele não olhava pra mim.seus olhos estavam só na Nathalia.
-Bem, Rob, essa é a Nathalia. E nath amor...seu pai, Robert.
Claro que ela não tinha entendido nada.Coloquei ela no colo do Rob e parece que ela tinha puxado a mim em mais uma coisa: não conseguia resisitir ao Rob. Oh, sim, minha filha também ficou hipnotizada por aquele lindo par de olhos.




2 anos depois...



POV DO ROB

E ela partiu. No último inverno a Kristen se foi.Olhei para a Nathalia do meu lado.
“Meu pequeno milagre” , a Kris falava o tempo todo.
Por um momento pensei que ela não fosse nunca, que envelheceríamos juntos...que veria ela no casamento da Nath, que veríamos nossos netos.
Mas isso não aconteceu. Não aconteceria. Me sentia como se um buraco estivesse me tragando. Olhei para o lado e vi a Nathalia dormindo. Quieta. Um sono dos anjos. Ela era a cópia perfeita da Kris.
Me lembrei do último Natal que passamos juntos:




Flash Back On
- Robbbbbb ! Vem cá!!!
-Ai, Kristen.Seis horas da manhã...
-Mamã...to com sono - era a Nath, esfregando os olhos e trazendo um lençolzinho arrastando pelo chão.
Eu ri.
-Ai, meu deus...que família sonolenta é essa que fui arranjar ein...
-Há...mamãe...
-Quero entregar um presente...para vocês dois. Vem, amor, senta aqui do nosso ladinho.
-Tá bom, Kiki.
-Não me chama de Kiki...que coisa...me lembra um...
-Eu sei, eu sei.Um rato.
-Primeiro a Nathalia. Toma filha, seu presente.
Era uma colcha. Uma colcha linda. E tinha fotos.Fotos nossas. Da Kris grávida. De nós três juntos. Era linda.
-Pra nunca esquecer a mamãe.



Nathalia olhou séria.
-Nunca vou te esquecer, mamãe...
-Sei, sei...- a Kris ria muito. Um riso solto. – Mas vai ali...Também tem brinquedos lindos pra você.

Cheguei mais perto e peguei na sua mãe. Vi a Kris ficar vermelho.
-Com vergonha, amor?
-Não...Feliz. Feliz demais. Nunca pensei que viveríamos tanto...dois anos...
-Pára com isso.
-Robert, eu sinto...eu sinto que no próximo Natal eu não...
Foi ai que chorei,pela primeira vez.
-Amor...Não chora.Não chora, por favor.
Nos abraçamos.E senti a Kris chorar também.
-Sabe que você é a melhor parte da minha vida?
-Você também é da minha. Você é essencial – eu falei.
-Sabe que eu não trocaria isso por nada, Rob? Se tivesse de escolher uma vida longa sem nunca te conhecer ou uma vida curta...te conhecendo...mil vezes eu morreria...e morreria feliz por ter conhecido você...
-Eu te amo, minha pequena. Sempre.
Ela riu. E sorriu. Daquele jeito único que só ela sabia fazer.
-Eu te amo sabia? Dede aquela primeiro momento...eu soube.
-Você soube o que Kris?
-Que era Tarde Demais. Que eu estava irrevogavelmente apaixonada por você. E nada do que eu fizesse poderia mudar isso. Jamais.
Eu sorri e a abracei.
- Para sempre juntos, minha pequena.
-Até que a morte nos separe.
-Até que a morte nos separe.

FIM







-----------




Comentem o fim do episódio da Fic tá? E outra coisa...Bretahe For Love só começa Segunda-feira, certo? só segunda.

Capitulo 5



Oh, oh, agora eu realmente o surpreendi. Rob parou estático e se virou para mim.
-Como é que é?
Comecei a mexer nas mãos, olhando pro chão. Agora que me dei conta. Eu estava nua. Não era uma conversa para se ter nesses termos. Então comecei a vestir a primeira roupa que encontrei. Ele também não falou nada. Se vestiu também.Depois ficou me encarando.Oh, droga...
-E então, Kristen?
-Olhe, eu não tive nada com seu irmão...De verdade.
-Você não teve nada?
Eu balançava a cabeça, olhando pro chão. Não conseguiu encarar o Robert nesse momento.
-Nunca fomos para cama. Essa é a verdade.
-Então porque me fez acreditar...Você gritou, para ser sincero...que tinha dormido com ele! Com o meu irmão.
-Eu sei...- suspirei- Foi necessário.
-Necessário? – Ele gritava.
-Sim.- falei num sussurro.
-Foi necessário eu passar um ano de inferno? Você tem idéia? Idéia do que fez com a nossa vida?
-Como meu irão concordou com isso? Você sabe que não pisa mais o pé na cidade né?
Eu olhei, surpresa.
-Como? Isso é verdade? Oh, deus, coitado do Tom...
-Coitado do Tommmm?
-Ele não teve culpa, só quis me ajudar. Eu nunca pensei...que chegaria a tudo isso.
-Não?! O que você achava que daria? Não é todo dia que uma esposa fala que dormiu com seu cunhado e foge dias depois.
-Eu sei...Mas tudo que fiz foi pensar em você...Tudo teria sido melhor...Mas parece que o destino brinca com a gente...
-Porque fez isso, Kristen?
Eu o encarei, e comecei a contar tudo que realmente tinha acontecido desde aquela visita ao médico.

FLASH BACK ON

Oh, meu Deus...Eu ia morrer? Era isso que estava acontecendo? Comecei a chorar, quando senti meu bebê se mexendo na barriga.

“Ohm, meu bem, fique calma...ajude um pouco a mamãe certo? Quero viver para ver seu rostinho ainda...”

Peguei um táxi e fui para casa. Silenciosamente. Parecia que estava tudo vazio. Subi as escadas e fui pro meu quarto, foi quando que passando no corredor eu vi o Tom.

-Tom?
Ele me olhou surpreso.
-Oi, Krist..en...
Ele se aproximou e percebeu meus olhos vermelhos.
-Oh, meu deus, cunhadinha, o quer que houve com você?
-E..Eu...Oh, Tom...eu não sei o que fazer...
-Quer que eu chame o Robert?
-Nãooooo!
-Certo. – e ele me abraçou.
-O Rob está viajando. Não quero que chame ele...- e comecei a chorar de novo.
-Estou preocupado Kristen. Nesses anos todos, nunca a vi chorar desse jeito...Ou vai me dizer que são os hormônios da gravidez?
Nessa hora o bebê mexeu de novo. Eu olhei pra ele preocupada.
-Eu preciso de ajuda...

-Ajuda? Ajuda em que, cunhadinha?
Ele me encarava sem entender.
-Tom...Eu realmente vou entender se você não quiser me ajudar...Mas eu preciso fazer isso...é o único modo do Robert...- Oh, Deus, só de pensar no que eu estava prestes a fazer meu coração doía. Seria possível conseguir viver sem ele?

Viver?

Eu não ia viver mesmo. Só por pouco tempo e no fim será tudo apagado. Logo o Robert nem vai se lembrar de que eu existo. Porque eu vou deixar de existir. Essa era a verdade.

-Kristeeeeeen...

O Tom estava gritando?Senti algo molhando as minhas pernas.

-Você está...
-Sangrando.

Minha filha. Ela estava indo embora. Em breve, não me restaria mais nada. Porque nem isso eu conseguiria segurar? Não, eu me recusava a acabar assim. A minha filha. Ela tinha que viver.

Em questão de minutos estávamos no carro.Eu sentia a vida escorrendo pelas minha pernas. Me sentia vazia.

-Não é melhor ligar para o Robert?
-Não.
-Ele saberá melhor o que fazer. Ele tem o direito de estar...
-Não, Tom. Me leve para o hospital. Só isso. Apenas isso.

Chegamos no hospital em 15 minutos. Olhei para o Tom e ele estava branco. De pedra.Fui colocada na cadeira de rodas e encaminhada a emergência. Felizmente tinha acabado de sangrar. Só não sabia se isso era ruim ou bom. Ele me acompanhou até a sala e estava saindo.
-Tom...Obrigada.
-Não foi nada Kris. Espero aqui fora. Só acho que seu marido deveria ter sido informado disso.
Eu não pudia falar mais nada. Era verdade. Mas não queria o Robert ali.Eu só queria fugir. Coloquei a mão na barriga e suspirei. Nada. Não sentia nada. Meus olhos começaram a se encher de lágrimas.

Oh, meu bem, eu realmente queria ter visto a sua carinha...escutar seu choro.

Nessa hora o médico entrou. Meu obstetra acompanhado do geneticista que eu tinha visitado pela manhã.

- Oi, Kristen.

Ele começou a me examinar. Tentei olhar para a cara dos dois. Mas era simplesmente impossível. E não falavam nada. Eu já presumia o pior. Foi quando ao passar o ultrassom pela minha barriga eu ouvi uma batida. Muitas batidas. Uma seguida da outra.

A minha filha. Oh, Deus, ela estava viva. Mas eu não estaria. Em pouco tempo...

-Bem, Kristen... Só foi um susto. Ela está bem.
Sorri.
-Vá para casa e aproveite. Se sentir mais alguma coisa, retorne.
Para casa? Não. Eu não ia voltar. Terminei de me vestir e fui ver o Tom que me esperava na sala de espera.
Ele estava meio em pânico. Eu sorri mais calma agora.
-E então?
Acariciei a barriga.
-Ela ainda está aqui.
-Ufa! Que ótimo, Kristen- ele pegou na minha mão me levando pro carro. Eu estanquei.
- Eu não vou, Tom.
-Que?
-Eu não vou voltar. Não vou voltar para casa Tom.
-Que?
-Eu não vou voltar. Não vou voltar para casa Tom.
-Que?
-eu não posso, Tom. Tenho que ir embora. Só quero que você me faça dois favores...Entregar um bilhete meu ao Rob e...ai, Tom, me desculpe por isso...mas você pode dizer que foi para cama comigo?

Depois de longos 30 minutos, ele resolveu me ajudar. Ele já estava de partida. Ficaria viajando por 4 meses.Era o tempo das coisas se ajeitarem. Entreguei a ele o bilhete.

“Rob...

A esta altura, você já deve ter percebido que eu meu fui. Desculpe. Mas eu não posso suportar essa vida mais. Eu fui para cama com seu irmão e tudo se complicou pois eu comecei a sangrar e perdi o nosso bebê. Sinto muito por isso. Seja feliz,”

Kristen

FLASH BACK OFF


Eu olhei para ele. E seu rosto não dizia nada.
-Porque você não voltou pra casa?
-Eu não podia Robert. Não era justo com você... Você entende? Eu vou morrer Robert. A qualquer instante.
Ele pegou na minha mãe.
-Eu também posso. Se eu carro me pegar na rua...
-Pára com isso, Rob! Nem pensa nisso...eu não suportaria.
-E eu? Não pensou em mim?
-Oh, amor...Não fala isso. Eu só penso em você. Não queria ficar...e você me ver morrendo.
-Você ainda não morreu, Kris...
-Eu sei...mas a qualquer momento...
Ele me abraçou, alisando meus cabelos. Eu suspirei.
-Porque você mudou de idéia?Resolvendo me contar tudo?
Me soltei dele, o encarando.
-Porque eu sou egoísta. E quero passar o resto desses meus dias com você. Dure o que durar.
-Ainda bem que você ta sendo egoísta.
Ele pegou meus rosto entre as mãos, me olhando.
-Kris...então...nossa filha. Ela não morreu?
-Não, Rob. Ela não morreu.

Continua...

Tarde Demais - Capitulo 3.2 e 4

Hospede inúmeras fotos no slide.com GRÁTIS!
Capitulo 3 - Parte 2

- O que está fazendo aqui Robert?

- O que mais eu faria aqui de madrugada, Kristen?

Ele chegou perto. Muito perto.
-Você pode ter me traído, ser uma vagabunda de primeira mas... – ele tocou meios seios e eu gemi- Continua com o corpo que me dá um tesão danado.
Ele começou a tirar as minhas roupas.

- Rob... camisinha...
- Saco!
.
Ele me soltou e pegou no bolso da calça uma camisinha.Sorri e balançou ela para mim.

Satisfeita?

- Muito!
.
Robert revirou os olhos e mordeu a embalagem, vindo na minha direção. Minha cintura foi apertada por ele, que andava de costas e me levava para a cama. Eu então tive a brilhante de idéia de aproveitar o momento, já que eu já estava afundando o pé na jaca mesmo. Tirei a embalagem da sua boca e ajoelhei na sua frente, beijando sua calça na altura já do bonitão. Rob abriu rápido o fecho e abaixou-a, revelando a cueca preta e apertada naquele membro duro.

Eu observei aquele conteúdo todo embalado ainda e ele me olhou, passando a língua pelos lábios e jogando minha franja para trás.

- Faça o que eu sei que você quer fazer, Kristen... O momento é seu...pelo menos agora.

Abaixei a cueca e deixei aquele bonitão pular para fora, duro, tenso, melado, com cheiro de desejo. Abri a embalagem e antes, lambi a cabeça, arrancando um gemido dele, entre dentes. Então coloquei a camisinha bem na ponta e grudei a boca nela, deslizando-a pelo seu membro enquanto o engolia. Robert agarrou meus cabelos e jogou a cabeça para trás, suspirando.

- Chega, Kris! Minha vez agora!

Ele me levantou do chão e me jogou na cama, vindo por cima de mim e arrancando minha calcinha. Robert deu alguns chupões ali e subiu, pegando minhas pernas pelas coxas e entrando em mim devagar, ao mesmo tempo que beijava meus seios.

- Você tem um gosto maravilhoso, Kristen!...

Sem condições nem de abrir os olhos enquanto esse homem entrava e saía de mim em movimentos excepcionais.

- ROBERT!

Eu acho que gritei quando gozei. Eu fiz um escândalo mesmo, com ele bombando forte em mim e mordendo meu pescoço. Nossos suores se misturavam enquanto eu apertava aquela bunda dura e gostosa, que rebolava entre minhas pernas, até chegar ao orgasmo violento. Nós ficamos algum tempo ainda grudado, para então rolar um para cada lado do colchão.

Fiquei algum tempo de olhos fechados, aproveitando os últimos espasmos lentos que meu corpo ainda sofria.

CAPITULO 4

Percebi a respiração do Rob suave e rítmica.Ótimo.Ele estava dormindo.Melhor assim.Virei para o outro lado e comecei a chorar baixinho.Lembrei da droga do meu destino.Eu não queria pensar em nada disso mas a dor no meu peito começava a aumentar.Sentia como se alguém tivesse pego meu coração na mão e o estava apertando.


Rob.

Como eu podia ter deixado ele entrar novamente na minha vida? Isso era FATO.Eu não prestava.Porque só alguém egoísta e idiota como eu para deixar tudo aquilo acontecer. E gostar de ter acontecido. Oh, sim, porque eu tinha gostado. Muito. A quem eu estava tentando enganar? Eu nunca pude resistir a ele desde o momento em que nos encontramos pela primeira vez. Ele era a minha metade. A única pessoa que conseguia me entender. Me completar.

Foi então que quase cai para trás com o susto.Meu coração acelerou a níveis inimagináveis.A mão dele estava na minha cintura.E segundos depois todo o seu corpo estava grudado ao meu.Todo o seu corpo nu.Gloriosamente nu.Tentei controlar a minha respiração e fechar os olhos. Assim o Rob pensaria que eu estava dormindo. Mas meu corpo me traiu.Eu tremi com a aproximação.Senti a boca dele próximo ao meu ouvido. Sentia meu sangue circulando pelo corpo. Parei de viver quando escutei ele falando:

“É impossível não te amar.É, eu sou um idiota por ainda amar você. Mas essa é a verdade. Eu amo você.”

Ouvindo aquilo, senti meu estômago se contrair e cheguei a ouvir um zumbido. Oh, nossa, aquilo me fazia mal.Muito mal.Me levantei rápida e olhei acusadora para ele.

-VOCÊ NÃO PODE! – eu estava gritando – Como você pode falar uma coisa dessas? Você não pode! Você não pode! – eu já chorava .Oh, meu deus, eu estava perdida. Vi ele chegando perto de mim.Meu corpo tremia. Tremia muito. Via a hora de ter uma convulsão. Robert me segurou pelos ombros mas logo eu me desvencilhava dele.

-Me solta! Você não tem orgulho? Eu TRANSEI COM SEU IRMÃO! Eu estava grávida e não podia transar, mas aí eu quis transar.Transei com ele...perdi nosso bebê...
Eu chorava compulsivamente ao despejar aquelas palavras.

-Eu sei de tudo isso, Kris. você já me falou..Mas é inevitável. É tarde demais para não te amar.
Ao ouvir isso meu eu chorava mais e mais...Ele se ajoelhou ao meu lado.E eu tive a péssima idéia de olhar para ele nesse momento.Foi ai que cometi meu segundo maior erro.
Ele me olhava cheio de dor.Dor por tudo o que passamos.Eu vi a dor dele. E eu era a única culpada por tudo aquilo. A única causadora dessa dor estampada naqueles olhos. Olhos que eu amava mais do que tudo. Mais do que eu mesma. E foi aí que decidi ser egoísta.Eu não queria mais viver aquele último ano sozinha. Eu queria que nós ficássemos juntos.Já tinha tentado fugir dele.E vivi um ano miserável.Não poderia agüentar tudo de novo.

Fui para o colo dele, deixando as pernas uma de cada lado.Aos poucos, meu corpo parou de tremer. Aquele era meu lugar. Só MEU. Me aconcheguei no Rob e sussurrei no seu ouvido:

Eu te amo também.Nunca deixei de nunca deixarei de te amar.

Ele me olhou fascinado.Mas eu precisava contar a verdade.estávamos tão perto. Não tinha como fugir.

-Robert, eu preciso contar...Eu e seu irmão...
-Eu não quero saber, Kristen. – e vi uma dor tão grande voltava a nublar aqueles olhos lindos.
-Espera...- falei, suplicando- Nós...nós..- eu gaguejava- Nós nunca tivemos nada. Absolutamente nada.

Pronto. Falei. Agora a pior parte estava por vir...

Continua...



Capitulo 3 - Tarde Demais

Capitulo 3

Hospede inúmeras fotos no slide.com GRÁTIS!

Já passava das sete da noite. Desde que o Robert tinha saído, eu peguei meu material, entrei no pequeno estúdio que tinha no apartamento e comecei a pintar. No começo, foi um meio de estravazar tudo. Toda a Angústia. Toda a Injustiça.

Flash back On

-- Que lindo minha pequena!
Ele me surpreendeu por trás.
--Ai, Robert, que susto! Sabe que não gosto que olhe o quadro inacabado ainda.
--Não resisti – ele falou lindo.—e como está a grávida mais sexy desse mundo?
Eu ri. Era inevitável.
-- Só ta falando isso para me mimar. Você ta tão bobão, Robert.
-- Mas é verdade...Você ta tão sexy ein...
-- E gorda.
-- Nada de gorda, amor. Além do mais, você só está de 5 meses.
Ele se abaixou e começou a falar com a barriga.
-- Hey, bebÊ..Como você está? Sabia que o papai e mamãe mal vê a hora de olhar a sua carinha?
Ele se levantou e me deu um selinho nos lábios.
-- Me diz aí, o que a gente faz quando os nossos sonhos se realizam?
-- A gente vive, amor. Vive eles.

Flash back off

E de repente as lágrimas vieram insistentemente de novo. Parecia que elas não paravam nunca. Tudo era tão insuportável. Não via a hora de acabar tudo com aquilo. Porque definitivamente isso não era vida. Olhei para o quadro de novo e suspirei. Estava quase acabando. Pintar me acalmava. Me enganava.Era isso.Enquanto eu pintava eu me enganava. De repente a minha mão tremeu. E fiquei apavorada. Então era isso? O Fim? Fim da linha?

Me lembro da primeira vez que fui ao médico. Estava grávida de sete meses. Com um barrigão enorme. Eu mal podia ver meus pés, mas o meu obstetra recomendou que eu visitasse o Dr. Samuel. Coincidentemente o Robert não pôde ir nessa consulta, pois tinha que fazer uma viagem de última hora.

FLASH BACK ON

-- Oi, Doutor Samuel.
-- Olá, Kristen. Sente-se.
-- Oh, Obrigada.Eu mal consigo ficar em pé com esse barrigão.
-- Hum.. – ele sorriu estranho.—Tenho más noticias, Kristen.
-- Más noticias? Como assim?
Já estava ficando sufocada.O bebê mexeu e pus a mão na barriga.
-- Algo com minha filha?
-- Na verdade, é algo com você. E acontecendo com você...Lógico, pode afetar ela também. Evidente.
Eu estava pálida. Sentia o sangue fugir do meu corpo.
-- Eu não ente...tendo...Não entendo...
Sentia meu corpo todo tremer.
-- Fique calma. Vou tentar explicar tudo.
Então, ele me disse que eu estava doente.Gravemente doente.

FLASH BACK OFF


Doença de Huntington

Nada foi o mesmo depois.

Primeiro Sintoma: Tremedeira nas mãos, Movimentos involuntários, bruscos e irregulares, dos braços, das pernas e do rosto

Oh, droga, será que finalmente tinha começado tudo? Sabia que o tempo era curto. Mas não tão curto. Dei uma última pincelada no quadro e fiquei encantada com o resultado final.

Já estava me levantando, quando a campainha tocou. Meu coração acelerou.Sai do quarto e me dirigi para a sala.

Abri a porta. E lá estava ela. Ana. Me encarando. O dia parece que não teria fim nunca.

-Oi, Ana...- e abri a porta para ela entrar. Me esparramei no sofá.
-O John me contou tudo, Kris.
-Há, ótimo. Mas uma pessoa para me dar sermão.Tudo bem.Pode falar.Uma mais...uma menos...tanto faz.
-Kris...
-Vamos, Ana, que tal me surpreender. Porque acredite, eu já ouvi de tudo.
Então ela foi se sentar do meu lado, com uma cara angustiada. E passou a mão pelo meus cabelos.
-Oh, minha criança, você acha mesmo que eu viria aqui te recriminar?
Porque ela era tão boazinha comigo? Não era justo.Senti lágrimas se acumulando.
-Eu me lembro muito bem em como o Robert, falava de você. Oh, meu Deus, nunca tinha visto ele tão encantado com uma mulher. Nunca tinha escutado ele tão apaixonado.

-Ana, pelo amor de Deus, não fala isso...- e senti as lágrimas correndo pelo meu rosto.

- Eu sou uma vagabunda, Ana. Você não ouviu? Transei com o irmão dele! Transei enquanto estava grávida! Perdi meu bebê. E a culpa foi toda minha. Como pode ter pena de mim...COMO PODE? Você deveria estar me odiando. Me recriminando. Gritando comigo.

-Kris, querida, você acha mesmo que eu faria isso?

Eu não suportava mais aquilo. Queria ficar sozinha. Só.

-Ana, por favor, vai embora, eu realmente preciso ficar sozinha. Eu não quero lembrar de mais nada. Só quero dormir e esquecer de tudo.

- E você acha que consegue esquecer, Kristen? Esquecer de tudo?
-Não, provavelmente não, mas eu posso tentar. Além do mais, nada importa mais agora. Tudo é passado. Só me resta esperar.
-Porque eu tenho a impressão que você ainda ta escondendo alguma coisa...?
-Ana! Por favor...deixe de ter idéias, certo? Eu trai meu marido. Com o irmão deles aliás. Acho que eu não tenho perdão. Nenhum homem nunca perdoaria uma coisa dessas.
-Certo, criança. Eu já vou indo. Mas descanse certo?
Dei um sorriso amarelo. Sentia meu coração tão apertado.
-Claro. É o que eu mais quero.

Eram batidas aquilo não eram? OMG. Seria outro sintoma que estava aparecendo. Abri os olhos e vi todo o quarto escuro. Olhei no relógio da cabeceira. Três e meia da manhã.

Oh, não mereço isso.Foi ai que eu ouvi de novo. Um barulho.

Meu coração disparou. Seria um ladrão?

Sai do quarto e me aproximei da porta. Oh, deus, alguém estava batendo na minha porta? Há essa hora?

E de novo. Olhei pela porta e quase cai pra trás.
Robert.

Oh, meu Deus, o que ele fazia ali? O que ele fazia ali numa hora dessas?
Abri a porta.

-Robert? Aconteceu alguma coisa? O que você está fazendo aqui uma hora dessas?
Ele se aproximou de mim e senti o hálito dele.

Bêbado.

Continua...

Tarde Demais - Capitulo 2


CAPITULO 2
Se ele continuasse me encarando daquele jeito com certeza em alguns minutos já estarei morta. Mas que droga de destino era esse? Porque justo ELE tinha que voltar pra minha vida? Logo agora! Eu não tinha pagado já todos os meus pecados não? Nada era suficiente...Eu rezava que isso acabasse logo.

-Então, Rob.Você concorda não é? – era a Ana se dirigindo a ele.

Ele concordava com o que? Háaa...Isso que dá eu ficar viajando enquanto eles falavam. Vi que ele balançou e cabeça. E John e Ana foram indo embora. E ele ficou ali na parede me encarando. Eu não ia sair viva daí.

-Ana!
Ela virou-se sorrindo.
-Que foi?
-Onde você vai?

Ela me olhou surpresa. O que eu podia falar? Que fiquei pensando na desgraça que era a minha vida....ou pelo menos o resto dela?

-Eu e John precisamos conversar. O Robert fica aqui até a noite. Imagine se você desmaia de novo...

-Ana..- eu quase gemia de dor.

As pegadinhas não paravam não é?

-Ele não se importa não é Robert?

Ele sorriu e falou:
-Claro que não, vovó.
-Há, ótimo. Cuide bem da Kristen.
Ela me deu um beijo ao seu despedir.
-Tchau, criança.
Sabe aquela história do coração parar de bater e a pessoa ainda continuar por aqui? Pronto. O meu parou. Olhei para o Rob e ele sorria irônico.
-Criança?
Suspirei, irritada.
-É...Ela sempre me chama assim..a...a su...
-A minha vó.
-É. Sua avó. Ana. Mas nunca imaginei que ela fosse a sua avó.
-Você nunca a conheceu. Ela e meu avô estavam separados quando nós...
-Já entendi.
Ora, que droga, ele não ia insistir nisso não era?
Me levantei e fui pra cozinha.Ele me seguiu.
-Nervosa, Kiki?
Kiki. Ele queria o que? Me enlouquecer ainda mais? Isso seria possível?
-Dá pra parar de me chamar de Kiki?
Ele riu.Uma risada fria.

-Há, e como você prefere ser chamada? Senhora Pattinson por acaso?
Ele achou um jeito deu me sentir pior ainda. Como se isso fosse possível. Tudo era tão triste...tragicamente triste.

Eu fechei os olhos temendo não agüentar.Abri de novo e encontrei ele me encarando.
-Você não vai embora não é?
-Há, qual é Kristen?! – Ele ria debochado – Claro que não. A menos que você me conta o que realmente aconteceu. E quando eu digo , eu quero saber o que VERDADEIRAMENTE aconteceu e não aquela porcaria de bilhete que você deixou.

Eu precisei tomar ar.Duas vezes.

FLASH BACK ON

--Casa comigo, pequena?
Eu ri. O Robert estava na minha frente. Tínhamos completado 3 anos de namoro.Tudo era tão mágico. Apesar de ter apenas 22 anos...Como resistir?
O abracei pela cintura e deixei minha cabeça encostada em seu ombro.
-- Você não me respondeu Kiki.
Eu comecei a rir. Era inevitável.
Olhei para ele ainda risonha.
-Claro que caso com você, seu bobo. Até parece que vou deixar você escapar...Mas pára de me chamar de Kiki ta?
Ele me olhou sem entender.
--Por que? Não gosta, pequena?
-Me lembra um rato.
-Um rato?
-- É, um rato.

FLASH BACK OFF

-Um raaaaaaato!
-Que?
Eu sai correndo pro quarto. Ele foi atrás.
-Que merda foi aquela Kristen?
-Tem um ra – rato lá. – Eu falava, já tremendo.
-Rato?
Ele me olhava estranho.
-- É, tem um rato na cozinha. Não volto lá.
-- Não seja ridícula. Não tem rato nenhum lá.
--Tem sim.
E me encolhi na cama. Fechei os olhos. Eu tinha pavor de rato. Fobia.Ouvi a porta bater.
Oh, ótimo, agora ele me deixou sozinha aqui...eu e o rato.Meus olhos começaram a arder.
-Não vou chorar! –murmurei pra mim mesmo.
Talvez tenha sido melhor assim. Eu não precisava mais dele.Ele não precisava de mim. Não devia saber de nada. Reuni toda a minha coragem, me levantei da cama e fui me encaminhando para a porta chamar o porteiro. Ele tinha que tirar o maldito rato dali.

-- Onde você pensa que vai Kristen?
Pulei assustada, pondo a mãe no coração.
-- Robert!! OMG! Que susto. Pensei que tinha ido embora.
-- Não fui.
-- É, to vendo.
-- Onde você pensava que ia?
-- Ch...Chamar o porteiro para tirar o rato da cozinha.
--Já tirei.
Suspirei aliviada.
--Obrigada.
Voltei para a cozinha para beber água.
-- E Então?
Olhei para ele.
-- Então o que?
Ele me empurrei contra a parede. Com força. Prendeu meus braços no alto.
-- Não me irrite, Kristen. Você já tirou toda a minha paciência. Ela não existe mais ouviu? Vai me falar ou não?
Respirei fundo, o encarando. Que vontade de chorar. Porque ele não ia embora? Eu só queria ir para o meu quarto e chorar. E terminar meus dias em paz.Sozinha.

--Você pode me largar por favor?
Parece que voltou a razão pois ele me soltou e mexeu nos cabelos, frustrados.
--Desculpe.
--Certo. Podemos ir para a sala?
Caminhamos em silêncio até o sofá.
-- Você sabia que ia me encontrar hoje?
-- Não. Imagine minha surpresa quando chego aqui e encontro você... Desmaiada. Você sumiu a um ano.
-- Como está a Luana?
-Não interessa. – ele falou entredentes.
Eu suspirei cansada. Só queria chorar e não ter aquela conversa com ele.

-- Rob, por favor... – eu estava implorando? Estava.
--Não Kristen. Não vou falar nada. Você foi embora.
--Certo. Eu mereço isso mesmo.
--Merece mesmo. Isso e muito mais.
Eu sabia que merecia. Sabia muito bem. Mas a vida já estava cobrando o seu preço. Mas nada disso diminuía a dor que sentia em meu peito.

-- Porque você fez aquilo, Kristen? Era a nossa filha...Nosso bebê.Você lembra? Pensei que estivesse feliz com a gravidez!

-- Eu não estava preparada...

--Não estava? Kristen pelo amor de Deus! Isso não era desculpa! Ela merecia viver...Porque a matou Kristen?

Ele balançava meus ombros enquanto falava. Eu não fazia nada. Só chorava.

-- Eu...não...Robe...Páre.
Ele parou. Mas me olhava ainda.

-- Eu não sabia...Não sabia que aquilo podia matá-la. Eu nun...ca...
-- Você não sabia????????? Que merda Kristen! Todo mundo sabe!
Eu estava no chão, chorando. Eu não agüentava aquilo. Reviver tudo aquilo de novo era demais.

FLASH BACK ON

-- Onde você vai minha pequena?
Suspirei. Pensei em sair despercebida.
-- Eu tenho que ir na empresa amor. Ligaram hoje.
--Empresa? Kristen, você está de 8 meses. Lembra que o médico falou para ficar deitada.
Ele me olhava preocupado.
Nessa hora a pequena Luana apareceu na sala, chorando. Pedindo colo. Só tinha 1 aninho ela.

Olhei para ela encantada.
--Oi, minha princesa. Não posso pegar você agora certo? A Titia vai sair e já volta.
Ela continuava chorando. O Rob a pegou no colo.

--Você vai mesmo é?

--Eu vou Robert.

--Você está sendo irresponsável sabia?

-- Não vou ficar em casa por causa da gravidez, Robert. Nunca.

-- Nem pela nossa filha?

-- Não.Eu vou sair e daqui a pouco eu volto.

-- Você não queria essa gravidez não é mesmo?

Há, eu estava cansada de tudo aquilo.

-- Não, eu não queria. Eu não quero. – Disse e fechei a porta atrás de mim

FLASH BACK OFF

-- Para de chorar, Kristen – Ele falou bravo.
Olhei para o Rob , angustiada.
-- E...eu na..não consigo...- Eu simplesmente não conseguia conter as lágrimas que rolavam.
Ele se abaixou e ficamos nos encarando.
-- É mais forte do que eu, Kris. Me desculpe.
-- Você me odeia não é?
-- Sim. Eu acho difícil te perdoar.Não só pelo bebê...Por tudo que houve depois.
-- Eu entendo Robert. Nem eu me perdôo.
-- Por que você fez isso?
-- Por que ein Kris? Não gostava do casamento era isso? Você sabe que eu teria superado a perda do bebê...Eu te amava tanto. Não imaginava viver sem você.
-- Nem eu – falei entre as lágrimas.
-- Você foi embora, Kris. Sem nem olhar pra trás depois de ter ...
-- Não fala isso. Não repete nunca. Eu não quero lembrar que eu...
--Você não quer lembrar?????? – ele gritava.
-- Eu fico com isso na cabeça todo santo dia desse maldito ano! Você me traiu Kristen. Mas que droga! Com o meu irmão! Meu irmão, Kristen! Não qualquer um...mas ele...
-- Eu sei. – falei num fio de voz.
-- Você estava grávida quando foi para cama com ele?
Fiquei muda. Como pudia responder aquilo?
Ele me levantou do chão com os braços, me forçando a encará-lo.
-- S..Sim...—falei em um fio de voz.
-- Como pode, Kristen? Não me amava mais?

--Rober..eu...Me desculpe.Foi mais forte do que eu.
Mas aquele pedido de desculpas foi a pior coisa que eu podia ter feito.
-- Você é uma vadia não é mesmo?
Ele me deu um tapa na cara. Olhei para ele pasma. No outro segundo, vi ele disparando pela porta. O que eu podia fazer? Eu não prestava.

Continua...

Tarde Demais - Capitulo 1.2

Acho que a Ana percebeu o desespero no meu rosto, pois tocou a minha testa e perguntou ainda preocupada.

-Você está bem mesmo, Kris?
-Sim...- eu disse num fio de voz. –Estou ótima.
Ok, eu tive a cara de pau de colocar um sorriso amarelo no rosto.
-Que ótimo! Queria que você conhecesse meu marido, meu neto. – Ela sorria.
Que o quer??? Conhecer o neto? Já nos conhecemos. Muito bem aliás. Jurava que nunca mais na minha...vida fosse reencontrar ele. De novo. Só de pensar nisso meu coração disparou e lembrei da primeira vez que nos vimos.

FLASH BACK ON

Eu tinha 18 anos. Recém completados 18 anos. E estava comemorando. Com muita bebida, é claro. Estávamos em uma boate. Não que fosse realmente uma boate naquela cidadezinha. Era um clube noturno para onde íamos dançar e beber um pouco. E foi então que em meio a tudo, eu o vi entrando. Ele não sorria. Parecia que estava indo obrigado ali.
-Jess, sabe quem é ele? – e apontei discretamente para ele.
Jess abriu um sorriso enorme.
-Robert.Robert Pattinson.
Me virei e o vi ali.De repente nossos olhos se encontraram e não pude desviar. E ele sorriu. OMG! Que sorriso era aquele.


FLASH BACK OFF

-Então querida, você pode se levantar?
Eu estava me levantando da cama quando resolvi olhar para a porta. Ele estava lá. Me olhando. Frio. Acusador. Certo. Tudo tinha sido culpa minha mesmo. Mas ainda me doía ver ele olhando pra mim assim. A pessoa que eu mais amava na vida era ele. E deu graças a Deus de ta ainda na cama porque meus joelhos começaram a tremer e senti um buraco no estômago.

Ana virou-se e foi abraçar o neto. E as feições dele mudaram completamente. Beijou a cabeça da Ana.

-Olá, vovó. Como estava demorando, resolvi me adiantar...Tem problema?
-Não, a Kiki já estava se levantando.
Mas eu continuava sentada na cama.
-Vá ajudá-la Rob! Ela pode cair de novo.
-Eu...- Não consegui completar a frase porque ele veio na minha direção, me apoiando para eu conseguir levantar.
Foi então que ele murmurou no meu ouvido: “Eu te odeio”
Respondi num fio de voz: Eu sei.

Eu sabia que ele me odiava. Quem não odiaria? Mas ouvir isso da boca dele assim tão perto me tirou o ar. E senti mais uma voz meu coração se despedaçando. Esse era o preço que teria que pagar.Por tudo.

Continua...


Tarde Demais - Prólogo e Parte 1



TARDE DEMAIS


Shipper: Kristen e Robert
Gênero: Drama, romance, lemons(talvez), comédia
Censura: NC-16

Atenção:

- É um oneshot de 5 capitulos. Sim, vai ser curtinho.
-Tive essa idéia do nada e resolvi escrever.
-Tem romance claro.
-Se seu coração não for forte, não se atreva a ler Algumas partes são tristes.O final pode ser surpreendente

O que acontece quando o amor da sua vida retorna e você só tem um ano de vida?

Sinopse:









           Olá! Me chamo Kristen.Kristen Stewart.Mas podem me chamar apenas de Kris. Tenho 25 anos.Solteira.Trabalho há 2 anos como pintora.Sim. Eu pinto quadros fabulosos. E parece que muita gente gosta.Há, e é claro: só tenho mais um ano de vida.




Quer conhecer um pouco da minha história?


PRÓLOGO

-Eu te amo sabia?
-Me ama quanto?
-Muito. Eu amo até essas suas sardinhas no seu rosto.
Senti ele tocando meu nariz e passava os dedos pela minha buchecha. Eu ri.
-Faz cosquinhas...
Ele encostou a testa na minha e ficamos nos encarando. De repente eu suspirei olhando para aquela imensidão de olhos azuis.
-Promete me amar...sempre? – eu falava.
-Sempre minha pequena.Até quando meu coração parar de bater.
Mostrei a língua pra ele.Não gostava daquela história de morte.
-Você é tão bobo sabia?
-Um bobo que você ama.
-Amo mesmo.



CAPITULO 1-NOTICIA
Que maldita dor de cabeça era aquela? A pessoa não pode mais nem dormir nesse mundo.Porque a droga da campainha não parava de tocar? Resolvi me levantar.Pelo jeito, devia ser algo importante. Tinha que ser algo importante.Porque o maldito toque era insistente.Vesti meu robe e fui atender a porta irritada.Abri a porta pronta para dar um sermão mas acabei desistindo. Não tinha como.

-Kris, querida, me perdoe por vir uma hora dessas. Imagino que tenha saído ontem.

Apenas balancei a cabeça. Era a senhora Combs. A minha bondosa vizinha que me socorreu diversas vezes. Abri um sorriso.

-oh, senhora Combs, não tem problema.Espiei a hora no relógio da parede.Duas horas da tarde. – OMG! Já é tão tarde.
Ele sorriu. Sabe aquele sorriso que conforta você? Que parece que nada vai dar errado? Aquilo me animava. Às vezes pensava que...
- Você pode me fazer um favor, criança?
Era a senhora Combs interrompendo meus pensamentos.
-Favor? Qual?
Ela me chamou de criança? Ri comigo mesmo. Ok, eu tinha 25 anos. Não era mais criança. Definitivamente.
- E então...?
Perguntou de novo porque a bondosa senhora não falava. Era impressão minha ou ela não queria falar? Ela estava...envergonhada? Será que era isso mesmo? Não.Impossivel. Em quase 1 ano de convivência nunca vi a senhora Combs envergonhada. Nem combinava com ela. Uma senhora de 65 anos bastante ativa. Mas ela também nunca tinha me pedido nada. O que será então?

-Hunm...Kris..Bem, é que eu queria que você fosse buscar uma pessoa para mim.
-Uma pessoa?
-É. – Ela olhava pro chão.
Mas que merda era aquela? Ela realmente estava envergonhada. Resolvi acabar logo com aquilo. Parecia que tinha pensado muito antes de vir me pedir. Parecia que era algo importante.Muito importante.
-Claro que vou, Ana. Só me passe o endereço e o nome da pessoa certo?
Era alívio que eu estava vendo em seus olhos. Sim. Parecia que sim.
-Obrigada, criança.
E ela me entrou o papelzinho com o nome e endereço.
Olhei para aquele papel e de repente parecia que estava pegando fogo.O passado estava brincando comigo é? Resolveu me assombrar?
-Ana...O sobrenome é esse mesmo?
Ela se virou pra mim, sorrindo.
-Claro, querida. Isso mesmo. John Pattinson. Meu marido.
-Maridooooooooo?
OMG! OMG! Só podia ser uma pegadinha.
Ela me olhou surpresa.
-Você não sabia? Eu sou casada. Estivemos separados algum tempo mas agora já está tudo bem.
- Você é a avó do...do...do...
Doía tanto pronunciar aquele nome. Parecia que eu ia morrer sufocada.
-Tenho três netos: Carina, Robert e Joan.
E de repente não pude ver mais nada. Foi tragado para uma escuridão sem fim. E me sentia cair...cair...
Senti algo gelado na minha testa. Minha cabeça doía. Muito.Comecei a abrir os olhos. Me deparei com os olhos da Ana.
-Oh, querida, acordou, graças a deus. Me deixou muito preocupada.
Olhei para a cara da Ana e as rugas da idade estavam bem mais acentuadas nesse momento.
-Estou bem. – e sentei na cama. – O que houve?
-Você desmaiou?
-Desmaiei? Fiquei muito tempo desacordada?
-Não...Uns 5 minutos.Você está bem?
Bem? Ela me perguntava se eu estava bem? De repente me lembrei o motivo do desmaio e senti meu coração apertar. Aquilo doía. Esperava que acabasse logo.
-Como cheguei na cama?
-Oh, querida, quando você desmaiou o John chegou.Graças a Deus. Ele resolveu vir mais cedo.Foi meu neto que te pos na cama.
Eu estava pensando em...Quando de repente eu parei, estática.
--Seu o QUE? – Sim, eu falei quase gritando.
-Meu neto. Tem certeza que está realmente bem?
Balancei a cabeça e perguntei o inevitável.
-Que neto, ana?
-O Robert querida. Ele está voltando para o país.
A Velhinha sorria feliz com a chegada do neto e do marido. Eu sentia que poderia morrer naquele instante.Naquele exato instante. Qualquer coisa.Menos o Robert.

Continua...

 

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